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segunda-feira, 16 de julho de 2012

AS CAGADAS DO TUTA VOLTAREN EM NOVA TEMPORADA! EPISODIO DE OJO: O PATROLHO

Tenho dez ou onze anos, no recreio do colégio me convidam para zoar alguém. Que honra. Quase não me convidam para nada. Todos se combinam, o que vão dizer e se escondem, quando a vítima passar, começam a gritar em sua direção. Eu não ouvi direito a senha e repeti: Patrolho, patrolho, patrolho... o que será que era aquilo? Só sei que a menina agredida saiu chorando, e todo mundo ficou muito satisfeito.
No ano seguinte, comecei a usar óculos, meu pai me avisou, olha, vão te chamar de "fundo de garrafa", de "zoinho", de "quatro-olho" e foi ali, que me dei conta do que eu estava fazendo um ano atrás. Era "quatro-olho" que estávamos dizendo pra menina de óculos!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

LARRYADO

Eu fui na loja de ferragens comprar um refil para a minha lixadeira. Um velhinho, com ar de simpático, pequenino, se prontificou a me ajudar, pois bem:
- Olá, eu quero uma cinta nova para minha lixadeira.
- Pois não, tu trouxe a cinta de lixa antiga ou a máquina?
- N ão, eu...
- Mas assim não dá! Como é que eu vou saber qual o tamanho da lixa?
Eu puxei o ar e interrompi de volta:
- Escuta, o senhor é funcionário aqui, não?
- Sim, sou.
- Posso ver a sua carteira de trabalho?
- Mas por quê?
- Quero olhar na página que diz qual a sua função, se lá está escrito "retrucador". Retrucadores têm Salário Base? Sao sindicalizados? Vocês têm um representante no congresso? Ademais, a lixadeira eu comprei aqui, tem uma igual ao lado da sua cabeça, se é que o senhor sabe onde ela está.
O ex-velhinho simpático me deu as costas e sumiu no meio das prateleiras.
Mais tarde, levei o carro para a revisão.
- Bom dia, eu quero que vocês ajustem o limpador do parabrisas, está mal regulado.
- Estou vendo na sua ficha, isso não teria acontecido se o senhor não tivesse se atrasado para fazer a revisão anterior deste automóvel, e...
- Escuta, posso ver a tua carteira de trabalho?
...


Esta lavra de larva é em homenagem aos meus filhos, seres humanos pelos quais valeu o Big Bang.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

VAI TREINANDO, PRINCESA

sábado, 9 de abril de 2011

CAGADA FIFTIUONE: O MANUAL DO ESCOTEIRO MIRIM

Eu perdi a conta das cagadas, então vou inventar números a bangu pra elas.

Eu tenho uns sete anos e descubro que a Disney edita o Manual do Escoteiro Mirim. Eu preciso de cinco reais! Encho o saco do meu pai, voltando de Santo Amaro, eu ranso tanto que ao chegar na cidade, ainda na estrada, o pai para o carro, tira o dinheiro, me dá na mão e dirige bufando, sem zumzum, até a sua garagem.
No Manual tem mil coisas legais, uma dela é o sistema de fusos horários. Cada fatia do mundo corresponde a um relógio, marcando uma hora cheia. No Brasil, o reloginho marca oito horas. Olho pro relógio cuco de madeira na parede, O quiê? Coisa do demo? Pois marca exatamente oito horas. Aquilo me dá um nó na cabeça. Mas e às sete, como é? E às três e quinze? Deixo pra outro dia, depois de brincar, tomar banho e tal, pego o livro e... Maldição! São exatamente oito horas de novo! Assim eu nunca vou descobrir como é que funciona esta engronha!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

LEE NOVER AND BEN DOVER

Fomos convidados para um jantar de casais amigos. Chegamos na casa dos anfitriões, que nos mostraram o lugar, com uma sala de vídeo, com uma grande TV, câmera, uma mesa de edição onde eles montam os vídeos que gravam com a família, e tal. A seguir, o pessoal foi para a cozinha, e nós dois ficamos pra trás, e comentamos sobre o implante de cabelo do dono da casa. Tá igual a uma cabeça de boneca, parece uma escova velha, eu disse. Aí lembramos da chegada, estava um calorão e a anfitriã me saiu com uma empunhada, o mesmo que empulhada, segundo o dicionário: "Como sua a bunda lá no centro" disse ela, como assim? Como uma mulher come a bunda de alguém? Mulher empunhando eu acho um troço muito bleargh, disse eu na salinha,com o dedo na boca aberta com alíngua de fora. Então, nos juntamos à turma para o jantar. Depois da panzina, fomos convidados a olhar um filme na tal sala da TV. O dono da casa ligou o vídeo e... surpresa! a câmera estava gravando e todos viram e ouviram nossa conversa. Não sei por que, mas perdemos totalmente a vontade de comer a sobremesa...
Homenagem ao Larry David, estamos olhando os episódios devagarito, pra poupar.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PÓINHÓINHÓI - ROBBIEDÃO DO BLOG DO ICO




O “Wetten, dass..?” é o programa de televisão mais tradicional e popular dos países de língua alemã e, como o sucesso sugere, uma tremenda bobagem. São cerca de duas horas de programa ao vivo, na qual dois apresentadores recebem uma penca de famosos para falar de seus projetos e também para apostarem em “emocionantes” feitos de anônimos. A única vez que vi o programa, tinha um sujeito que apagou umas dez velas em um minuto espirrando água dos canais lacrimais. Freak show total.

De vez em quando tem “stunts” mais arriscados, como alguém pulando de dez metros de altura numa pequena piscina ou coisas do gênero. No último sábado, porém, deu tudo errado logo no início do programa, quando um sujeito que saltava sobre carros em movimento com um sapato de molas errou na sua terceira tentativa e caiu de cara no chão. Ficou desacordado, foi levado para o hospital e colocado em coma artificial. Hoje ele foi despertado, dá sinais de recuperação mas os médicos apontam que dificilmente ele recuperará os movimentos das pernas e de um dos braços. Os diretores e o apresentador principal, inteligentemente, cancelaram o resto do programa assim que levaram o acidentado ao hospital - algo inédito em mais de três décadas do show.

A barrigada jornalística veio aí. Um jornal austríaco, que é uma porcaria por vocação, chegou às bancas no domingo de manhã destacando o sucesso que havia sido o programa pela apresentação de Robbie Williams - que estava prevista, mas jamais aconteceu. Claro que a matéria foi fechada na tarde de sábado, antes do programa ser realizado. Mas nunca houve nada fora do normal em mais de 30 anos, então o sujeito que fez o texto se viu à vontade para falar de um show que nem tinha visto. A cereja do bolo foi a manchete: “Robbie tira o show do coma”.

Em tempo: no segundo clichê, o jornal retirou essa matéria e publicou o acidente e sua repercussão, incluindo destaque na capa. Sem nenhum pedido de desculpas pela falha.

sábado, 25 de setembro de 2010

CAPÃO NUNCA MAIS, A GRAVAÇÃO, ou CAGADA TWENTY-SIX

Seis meses após chegar em Santa Cruz, eu morava em uma casa grande, e convidei dois parceiros pra dividir o aluguel. Sobrou um quarto junto da cozinha, que eu transformei em estúdio de gravação, aí um dia veio o Sandoval com seu baixo, o Sam e o Bino, de Vênus, e começamos a gravar um disco. Naquele tempo a moda era tomar os SHOTS, um trago de vodka com Teem batido num copo de martelinho. Tenho o áudio em meu iTunes pra provar. Na mesma hora, um dos outros viventes do lugar recebia seus antigos colegas de trabalho num banco, que vieram pra pernoitaren. Gravamos umas cinco ou sete músicas, criadas na hora (Bolori é foda) e capouco eu caio-me duro do trago. Os bolorianos restantes tentam me reanimar, e nada. Colocam o boneco pra dormir no quarto 2, sendo que eu dormia no quarto 1, e vão-se de volta a Venâncio, na Rural do Binokid. Lá pelas tantas eu desperto do coma, resolvo voltar pro meu quarto. Abro a porta e me deparo com um casal - amigos do parceiro do quarto 3 - fazendo o mó sexo no meu colchão de casal! OPA!, Sóre, dei uma boa olhada, pedi desculpas e me fui de volta... hehehehe

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CAGADAS - NOVA TEMPORADA

Estão podando as árbeles aqui na rua de casa. Na primeira vez que fizeram o serviço, os galhos que estavam batendo nos fios foram cortados, e as pobres arborinas ficaram igual à cabeça do Larry: nada no meio e umas vastas folhagens nos lados. nesta época eu trabalhava no jornal gazeta do Sul, e fui indignado contar a história, aí estava euzito, descrevendo o resultado do corte dos galhos, que estavam igual a... a... nesse momento chega o editor do jornal, que tem o mesmo estilo de não-cabelo, ele estava ouvindo a conversa e ficou me olhando na cara, sem dizer necas. A galera não queria mais nada, tem gente rindo até hoje.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CAGADA 24 - O SEM SANGUE

No meu primeiro dia de segundo grau consegui um emprego, via uma camiseta cuja história contei dia destes, e fui ser colega de trabalho da Jussara. Fiquei amigo de seus filhos, e a casa deles era muito diferente: O pai viajava e a mãe trabalhava, não havia gato pra tomar conta da casa, então os ratos eram os donos. Eu, depois de sair deste emprego, comecei a aprecer a toda hora na casa. Pra parecer cool, eu ia até a cozinha, pegava uma bolacha e ficava roendo, não pela fome, mas pelo Status Quo (Googleie, se quiser). Um dia, cheguei lá, com meu skate Torlay importado (também já foi postado) pra gente dar uma banda, fui na cozinha, peguei uma bolacha champagne aventada e fiquei roqueroque nela, e aí, comequié, vamo rolar ali na calçada da prefeitura, bro... de repente o caçula da família, um alemãozinho branco e miúdo que a turma chama até hoje de SEM SANGUE me larga essa:
DEIXA EU DORMIR, SAI FORA, TU SÓ VEM AQUI PRA COMER! E eu com uma bolacha pelo meio na boca. Nunca mais comi uma bolacha Champagne eté hoje. Hahahahaha

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CAGADA 23 - MÚSICA PARA GUACHES



Eu tinha uma agência de propaganda no Edifa JH Santos, a poucas metras da Catedral de Santa Cruz, do outro lado do corredor tinha uma serigrafia. Eu vivia pedindo emprestado um vidrinho de guache branca dos caras, porque as artes eram feitas sobre o papel, baby.
Até que começou a pintar um McMelaugh (inventei agora), ou Arame, Dindim, Grana! Então, todo gabola, mandei (até mandar eu mandava) comprar uma guache, a maior que tivesse, pra zoar com os vizinhos de sala. Aí cheguei lá, armado da maior malandragem e mostrei pros caras, só recebi de volta: "Essa guache é Corfix e não cobre direito". Bom mesmo é a Gato Preto - uma marca de tintas que era muito legal, especialmente para a época. Talvez até hoje. Putz, eu achei que ia ligar o abafêitor no talo e que nada - BEU!, recebi uma chapuletada de grátis.
E ainda fiquei com meio litro de tinta branca vagabunda. Não acabava nunca aquela engronha!

terça-feira, 13 de abril de 2010

CAGADA 22 - O ARDIL


Estou brincando de girar um pequeno barril de madeira, o cabo de um velho saca-rolhas que quebrou há anos e morava numa gaveta de cheiro adocicado. Nele está amarrado um fio de pesca, trançado, diferente, macio e forte. Meu helicóptero particular se espatifa contra um arame que prende três mamoeiros de sete metros de altura na parede do galpão. Solto o arame do prego torto e resgato o aparelho de brincar, quando ouço um barulho de disco-voador batendo no chão: eram os três mamoeiros, com centenas de mamões imensos e verdes, que comemos por meses. Lembro-me de implorar ao seu Carlinhos, que tinha uma serraria ao lado de casa, que pelamordedeus me ajudasse, e ele que nem um açucareiro, ria banguela com as mãos na cintura. Açucareiros riem, mas não têm dentes, deve ser por causa do açúcar.

Essa cagada foi originalmente publicada neste blog em julho de 2007.

sábado, 27 de março de 2010

CAGADA 22 - PAULO ANDRÉ, O CAGÃO


Nossa turma de faculdade algumas vezes ia para o litoral, Tramandawaii ou Waimbea, no invero, pegar ondas naquele frio, quando o swell vira que é uma lindeza. Eram uns três casais, mais eu e o Paulo André. A gente ficava em uma casa de madeira em Imbé, que era muito legal, e desta vez fomos para uma casa nova, de alvenaria, da família de uma das gurias dos tais três casais. A casa era confortável, mas só tinha um banheiro para todo mundo, os outros dois não estavam prontos. Pois bem, primeiro dia, tudo legal, no segundo dia eu tive uma tremenda dor de barriga e fui ao WC. Feito o bombardeio, levantou um tremendo fedorão, o banheiro virou a boca do Belzebu! Escancarei a janela, saí e deixei a porta aberta, tomando o caminho da rua. Por um acaso, o Paulo André tinha acabado de passar pelo corredor, e tinha ido ao banheiro alguns minutos atrás. E não me viu saindo, dobrou à direita e entrou na cozinha, onde todo mundo estava. Na tardinha, quando o Paulo André tinha ido tomar banho, o pessoal começou a falar:
- Tu viu o fedorão que ficou quando o Paulo André foi no banheiro?
- Bá, que falta de educação, poxa, as gurias usam também, que nojo!
Eu fiquei bem quietito. Bode bom não berra. Desculpa aí, P.A.!

quarta-feira, 24 de março de 2010

CAGADA 21 - A FITA 3M


Eu tinha várias fitas K7 e me perguntava quantos metros devia ter aquelas fitinhas? Ninguém sabia, e as fitas eram raras, ninguém ia ser louco de abrir uma para descobrir! Um dia , caiu na minha munheca uma fita já velha, que sujava o cabeçote e gravava muito mal, uma Scotch 3M. Era o fabricante. Eu já desconfiava que aquele "3M" era "três metros" e me grudei naqueles parafusinhos philips. Qual não foi a minha cara quando comecei a esticar aquela fita e o troço tinha mais de cem metros! Era uma fita 90 minutos!!!!

CAGADA 20 - TINA DeMORREY


Eu, com o salário da serigrafia, comprei um rádio. O primeiro rádio FM que apareceu nos Schweickhart, uma loja a meia quadra do colégio, quase na frente da alfaiataria do Pai, e ao lado de uma grande novidade que iria marcar uma nova época em Venâncio Aires: Um trailer de xis, prensados e cachorros-quentes. Bão, voltando ao rádio, com ele captava emissoras com uma baita qualidade de som, aquela caixa plástica de imitação de madeira era uma coisa impressionante, era só ligar e quem estivesse por perto vinha ouvir, as orelhas só tinham viajado até a cerquinha da rádio AM, que roncava a cada DKW que passava, e a velha vitrola de agulha de safira e cápsula cerâmica, que mais chiava sobre os elepês empoeirados do que fazia algum barulho. Lá em casa já tínhamos tecnologia, garrei um gravador de fita K-7 que o pai trouxe de São Paulo e comecei a encher fitas com as melhores da Continental FM e da Rrrrrrrrrrrádio Pãmmmmmmmmmmmmmmmmmpa. Um dos melhores programas era do Júlio Furst, na Gaúcha FM, e ele apresentou, com seu inglês impequêibol, uma cantora americana: Tina DeMorrey! Pelo menos foi o que eu entendi. Numa vinda a Santa Cruz, pra comprar discos e peças pro autorama, cacei a cantora, perguntei pra todo mundo: Tem o disco da Tina DeMorrey? Alguns diziam: Não. Outros respondiam: Olha, não veio ainda, mas eu encomendei, passa na semana que vem... Só que mais tarde eu conheci melhor a cantora e descobri que eu tinha captado completamente errado o nome: era a DIONNE WARWICK! Na capa fictícia, usei uma antiga foto da górgona.

CAGADA 19 - A "TCHIRT"


Eu era um trezeano ou catorzino, vivia a fase do skate, e li numa revista POP que o lance eram umas tais de T-Shirts, muito transadas, com várias cores de tecidos nas mangas, estampas muito pauladas, acho que eram importadas (O Mano Mylius foi um dos primeiros que eu vi com as camisetas). Eu ia quase toda semana a POA, fui na Kanto Kente da Renner, no porão da loja da Otávio Rocha. Cheguei lá e tasquei pro vendedor: Tu tem Tchirt? E o cara: Não... isso não tem aqui. Bandoleei pela loja e achei as danadas, aí perguntei: O que é isso então E o cara: É Ti-Chãrt! Ah, bom.

quinta-feira, 18 de março de 2010

1991

CAGADAS XVII
Eu tinha uns 10 ou 11 anos e chegou o dia da criança. Era uma quarta-feira, e nada de presente. Na quinta, preparei uma: O meu pai sempre vinha em casa no meio da tarde, fazia um chimarrão para levar para o final de tarde no trabalho e aproveitava para ir ao banheiro. Pois desenrolei o papel higiênico alguns centímetros e escrevi algo tipo "Eu quero a minha Caloi" que a tv mandava a gente fazer, a gente fazia, né? Foi ele sair do banheiro e me deu dinheiro para comprar um presente. Escolhi um joguinho onde haviam rampas e umas pecinhas corriam umas contra as outras, assim eu, meu irmão e meus primos podíamos jogar juntos.

terça-feira, 16 de março de 2010

1983



CAGADA XVI - Um dia eu tava numa produtora, fazendo um trabalho e o cara me perguntou se eu tinha o jota-pégue. Aí eu, me achando o esperto do pedaço, perguntei se ele nunca tinha feito um jota-pégue, com a tônica, limão e gelo no pegue (pegue aqui no meu...) e ele respondeu: Não, só TIF. Bãurrrrrrr!!!! Tóimmmmm.

domingo, 14 de março de 2010

MINHAS MAIS CÉLEBRES CAGADAS.................. 15-O CORNETEIRO


Esta aconteceu hoje. Um amigo veio de Poa e trouxe uma corneta, vide foto, e bem na hora que a família berrona da minha mulher tava num momento de silêncio, eu toquei umas quatro bombadas na matraca, foi o maior cagaço. Pois não foi que uma concunhada se sentiu mal com o som, ficou ruim, com dor no ouvido, foi uma alaúza, a mulher chorou, o marido dela veio tirar satisfações, ora, bem capaz que eu iria fazer pra machucar alguém, que merda.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MINHAS MAIS CÉLEBRES CAGADAS.................. 14 - O BOMBRIL, A CAIXA DE FÓSFOROS E O PIRULITO


Eu devia ter uns sete anos, e havia a "venda" do Seu Naue, um pequeno mercado que ficava na esquina de nossa quadra. Pronuncia Seu Náua, é alemão o sobrenome. A família toda atendia no balcão, o Seu Naue, sua esposa e os três filhos, um rapaz e duas meninas. Fui comprar um pacote de BomBril, e o Irio, o filho do seu Naue me atendeu. Ele tinha a mania de colocar o pacote de BomBril sobre o balcão e bater com a mão, o que estourava a embalagem plástica, dando o maior estrondo e assustando os fregueses. Eu não gostava, era eu que queria fazer aquilo! Paguei a compra, ele não tinha troco e me deu uma caixa de fósforos no valor de cinquenta centavos. Eu, bem certinho, cheguei em casa e coloquei a caixinha junto das outras, numa estante da despensa de casa. Uns dias depois, eu estava de bobeira e comecei a pensar bobagem: Se eu fizesse o contrário, fosse na venda com uma caixa de fósforos, eu poderia trocar por dinheiro. Engenharia reversa, não é? Quem quer dinheiro? Eu posso trocar por doces! Mas bá, peguei uma caixinha de fósforos, fui até o seu Naue e disse: "A mãe não quer isto como troco, ela mandou eu pegar um pirulito". O atendente não teve dúvidas e fez a troca. O pirulito que havia era no formato de uma chupeta de bebê, com argolinha e tudo. A seguir, fui pra casa, faceiro, me deliciando com a guloseima. A alegria durou dois minutos. Cheguei em casa, o radar da minha mãe ativou, ela me viu e já me leu como se eu fosse um BO: De onde tu trouxe esse pirulito? E dinheiro pra isso? Contra o sargentão, eu não podia fazer nada, entreguei o jogo, com os joelhinhos tremendo. Ela me tirou o doce, e ainda fez uma cena pra me desmanchar, começou a falar chorando que aquilo era um roubo, que eu tinha agido como um ladrão... as mães sabem muitas táticas de persuasão, e se nenhuma delas adiantar, pegam a gente pela orelha e chuviscam nossas pernas com varinhas de marmelo. Quando vejo a criançada hoje se entupindo de doçuras e salgadices, lembro como era difícil aparecer um doce na vida da gente quando moleque. Um salgadinho, então, só se fritasse Mandiopã, mas isso é outra história.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MINHAS MAIS CÉLEBRES CAGADAS.................... 13-A BEL


Eu tinha 14 anos, estava aprendendo a dirigir, com meu pai. O pai tem uma capacidade incrível de resumir toda uma situação em uma frase, e lembro de várias delas, tipo: Andar com um carro é fácil, o difícil é colocar em movimento e parar... e por aí vai. Um dia ele surgiu com uma Belina zero km, bege-champagne, era o nome da cor. Enchi seu saco até ele me deixa sair com o carro. Quando consegui, estávamos em nossa chácara (não temos mais), peguei a Bel e rumei para a cidade, ao encontro dos amigos do muro da Tiradentes, que mais tarde seria o Bolori. Ali, em 3 segundos, a Bel estava cheia de amigos, e fomos bandear no domingo na velha Venâncio. Aí eu, pra mostrar que era o mais velho, mais moderninho, fui comprar cerveja. Fui até a Sovinha, entrei e perguntei: Tem cerveja em lata? O atendente me respondeu com essa pérola da fineza: "Em lata, só azeite". Oquei, manobrei a Bel, fui sair e... Bang! Bati de leve, achei eu, na traseira dum Opalão velho que estava estacionado. Já juntou gente, veio o dono do Opas, eu dei todo o meu salário pra ele, 180 cruzeiros, eu tinha visto fazia uma semana na Vidraçaria São José uma lanterna igual por uns 30 mangos, certamente aquilo pagaria o preju do cara. Agora viria a parte mais difícil: Mostrar o carro para o pai. Reuni o pessoal, saímos, um silêncio funéreo dominou a cena. Na esquina, parei a Bel e todo mundo desbaratu na metade dos 3 segundos que tinham levado pra entrar. Zupt! Segui sozinho, quando me aproximei, o seu Renato já tava me esperando. Acho que ele ficou tão triste em me ver chegar com o belo farol dianteiro direito quebrado que nem me deu bronca, nada. A minha preocupação era que a pintura metálica não ficava perfeita em consertos. Por sorte, ficou quase imperceptível o trabalho do pessoal da Vemasa. Mais tarde, meu pai me contou que o cara do Opalão foi lá na alfaiataria para pedir mais dinheiro, o meu salário de um mês sumiu nas contas.