Mostrando postagens com marcador EU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EU. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de dezembro de 2011

QUANDO EU TIVER CÂNCER

Quando eu tiver câncer
Vou correr atrás de todo mundo em que eu devia ter estado colado,
Vou pedir desculpa com os olhos cheios de água,
Vou escrever uma música.
Vou tirar uma foto com cada um e todos juntos,
Vou inventar uma palavra,
Vou pintar um quadro e fazer um desenho do quadro píntado.
Tirar uma foto do porta-retrato e colocar no porta-retrato.
Fazer troços imbecis para provar para a vida que ela é uma tolo-bobinha.
E sumir. Puffffffffffffff.
Não me mandem flores,
Façam uma tatuagem por mim.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

***

Minha filha me diz que tudo o que eu falo é cheio de "moral", "lições", que eu pareço um professorzinho e eu adicionaria ainda, uma baciada de "seachismo". É bem possível, já que eu aprendi coisas com TODAS as pessoas com quem eu convivi. E só lastimo não poder conviver mais com elas. E muitas delas foram meus profes e ssoras.

Não sei por que raios, mas eu gostava do conteúdo, ao contrário da maioria da classe, que resmungava e ficavam dando pinote, até a hora do recreio, quando podiam chutar bolas, bater nos mais fracos e nos arrogantes, pode marcar um xis em cada uma destas pra mim, eu apanhava duplamente. Eu era um magrelinha com apenas um músculo, mas um super músculo: a língua.

É sabido que os professores, para captar a já minguada atenção de seus alunos, têm que se disfarçar como seus heróis, e fazer um rap para a língua portuguesa, uma história de princesas com cavaleiros e dragões para a química, uma corrida de carros para a matemática, um romance para a geografia. Nós queremos encanto, seu Renato. Só o esqueleto não chega, tem que ter o enchimento e a penugem, e não esqueça da embalagem, que deve arrasar.

Eu não esqueço, tem gente com quem eu falo diretamente e tem outras que precisa pintar as letras com cores diversas. É uma diversão. Hoje mesmo fiz um trabalho que será visto por mais de um milhão de pessoas. E um que apenas convidados verão, poucos por dia.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

LIMPEZA DO SERVIDOR - 2

Já dizia o guerreiro de cotonete Elliot Smith:
"Eu sou um ferro-velho de começos"
A cada dia eu começo um monte de coisas e consigo terminar algumas.
Pra onde vão essas coisas que comecei
e nunca terminei?

LIMPEZA DO SERVIDOR - 1

Eu sou um cara muito implicante. 
Se fico muito tempo perto de alguém, 
as coisas que eu não gosto em mim 
começam a aparecer no outro, 
e a águia vira urubu.

Então, tenho que viver sozinho,
ou cercado de gente 
bem diferente de mim.
Tem funcionado, céu de brigadeiro,
aí começo a ficar corajoso.

Mau sinal.