Meus pequenos passos ecoam pelo piso de tábuas da casa da minha tia Marli, a Ani. O Tim, marido dela, está pegando um par de botas em uma caixa sobre o guarda-roupa. Ele me vê, e diz:
- Tuta, olha aqui, a gente sempre tem que ficar de olho vivo.
Tendo dito isto, bateu com o calcanhar da bota no chão e dela saltou uma imensa aranha que na hora levou uma pancada com o salto da mesma bota - e de repente viu uma grande luz, quando surgiu uma aranha velha, de barbas longas e com uma chave pendurada na cintura.
Parecia que ele sabia que a aranha estava ali, parecia que ele havia treinado a vida inteira para fazer aquele movimento rápido e mortal, parecia que tudo aquilo iria durar para sempre. Na minha memória, este e infinitos outros momentos estão vivos, barulhando, luminosos.
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sábado, 29 de setembro de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
TERRA CHAMANDO!
Quando eu era criança, catava tudo que era tampa de pasta de dente, desodorantes, perfumes, e pregava em tábuas, fazia paineis de naves espaciais, cheios de botões, e viajava pelo universo, descia para explorar planetas distantes e observava suas paisagens, seus habitantes, como eram estranhos, diferentes da terra. Hoje, eu acho estranho os terráqueos rsrsrs
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Tuta,
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
AS CAGADAS DO TUTA VOLTAREN EM NOVA TEMPORADA! EPISODIO DE OJO: O PATROLHO
Tenho dez ou onze anos, no recreio do colégio me convidam para zoar alguém. Que honra. Quase não me convidam para nada. Todos se combinam, o que vão dizer e se escondem, quando a vítima passar, começam a gritar em sua direção. Eu não ouvi direito a senha e repeti: Patrolho, patrolho, patrolho... o que será que era aquilo? Só sei que a menina agredida saiu chorando, e todo mundo ficou muito satisfeito.
No ano seguinte, comecei a usar óculos, meu pai me avisou, olha, vão te chamar de "fundo de garrafa", de "zoinho", de "quatro-olho" e foi ali, que me dei conta do que eu estava fazendo um ano atrás. Era "quatro-olho" que estávamos dizendo pra menina de óculos!
No ano seguinte, comecei a usar óculos, meu pai me avisou, olha, vão te chamar de "fundo de garrafa", de "zoinho", de "quatro-olho" e foi ali, que me dei conta do que eu estava fazendo um ano atrás. Era "quatro-olho" que estávamos dizendo pra menina de óculos!
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sábado, 14 de julho de 2012
SEI LÁ SE SEI
Sei lá se já contei
sei lá se já disse isso aqui,
meu pai, quando eu criança era, pegava todo mundo e levava para uma viagem de domingo. Muitas vezes íamos a Taquari, visitar a vó Olga, a filha do francês Firmino. Um dia, voltando de uma daquelas viagens de domingo, o pai ultrapassou um caminhão que se arrastava na estrada, no local que não podia. O polícia rodoviário mandou encostar, o pai, enquanto freava, me disse: Tuta, faz uma cara de doente. E começou a dar uma explica pro seu guarda, o meu guri tá ruim, e eu fiz uma cara de enjoado, ele comeu algo que faz mal, e eu passei a mão na bariga, onde jaziam várias goiabas, um grupo de fatias de torta e um pelotão de docinhos. Pensando bem, eu não estava nada bem. Aiiii minha barriga....
O trouxa do guarda caiu que nem um patinho.
sei lá se já disse isso aqui,
meu pai, quando eu criança era, pegava todo mundo e levava para uma viagem de domingo. Muitas vezes íamos a Taquari, visitar a vó Olga, a filha do francês Firmino. Um dia, voltando de uma daquelas viagens de domingo, o pai ultrapassou um caminhão que se arrastava na estrada, no local que não podia. O polícia rodoviário mandou encostar, o pai, enquanto freava, me disse: Tuta, faz uma cara de doente. E começou a dar uma explica pro seu guarda, o meu guri tá ruim, e eu fiz uma cara de enjoado, ele comeu algo que faz mal, e eu passei a mão na bariga, onde jaziam várias goiabas, um grupo de fatias de torta e um pelotão de docinhos. Pensando bem, eu não estava nada bem. Aiiii minha barriga....
O trouxa do guarda caiu que nem um patinho.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
7- AUTORAMA
Meus pais me deram um Autorama quando eu era piá. Por uma semana, funcionou que era uma beleza, até que os valentões da rua convidaram-se para brincar e estragaram os carrinhos, "sem querer", diziam com as sobrancelhas quase tocando a nuca. A Lotus preta e dourada eu consegui consertar, troquei a coroa e o pinhão, as rodas e os contatos, mas a Tyrrel azul ficou irrecuperável, o chassi foi amassado, nunca mais foi a mesma, a primeira vencedora do circuito, teve seus dias de glória.
Vezenquandos eu penso no Autorama, como a gente gostaria quer as coisas seguissem por trilhos, que as palavras fossem cumpridas, que o improvável e o impensável ficassem nos seus quadrados. Mas também penso que isto é legal, é uma forma de autopreservação, gostar de si não é proibido.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
10 - FIGURINHAS
Quando eu era moleque, ganhei um album de figurinhas com uma lata de Nescau. Era sobre a conquista espacial, com os foguetes, os resgates e ate os patches, os bordados que os astronautas usam nos macacoes, os simbolos das missoes. Outra vez tirei a figurinha carimbada do meu time, o Internacional. Vai dai que podia trocar por um brinde, escolhi uns mini dicionarios cujas paginas tem o tamanho de uma foto 3x4, ou xeije, 3 por4 cm. Uau. Tenho-os ate hoje.
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domingo, 1 de janeiro de 2012
37 - PINGUINHO
Pinguinho era o outro piloto da equipe Bogorny, onde corria o Mazinho. Mazinho usava o 36, herdado do Chefe de Equipe Nélcio Bogorny na sua moto amarela e preta, Pinguinho, frequentador da Alfaiataria do meu pai Renato, ia de 37. Era covardia comparar qualquer piloto ao Mazinho, mas mesmo assim o Pinguinho não se mixava e ia pra cima. O acidente fatal que nos roubou o Elmar Marques da Costa, filho guitarrista da Dona Nália e do construtor da igreja Matriz, o seu Aquiles, naquela rua do centro de Camaquã fez esse sonho sumir, não virou pesadelo, o sonho transformou-se em nada. Naquele domingo a história entrou noite adentro escrevendo no livro dos grandes heróis, até que as velas se apagassem. Na imagem, o animal no seu habitat natural, o posto de número um.
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Viet-Nâncio
sábado, 10 de dezembro de 2011
PRIMITOS
Meus primos que vinham da Argentina para passar as férias sempre traziam presentes diferentes. Um dia, vieram com uma caixa cheia de bloquinhos que se prendiam uns aos outros.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O MIXER
Essa imagem me lembrou do meu primeiro Mixer. Uma caixa de metal com quilômetros de fios dentro dela, chaves de pré-escuta, um preamplificador para os fones de ouvido. Com aquela caixa eu podia misturar o som de dois toca-discos (um prato e um três-em-um) e fazer o barulho!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
E O ROCK MORREU MAIS UM POUCO NAQUELE DIA.
Os anais da história do Rock da região desconhecem totalmente a banda Alziras, montada porque tínhamos recebido um convite e não queríamos negacear a gentileza, ensaiamos uma música que eu criei literalmente nas coxas, botei um caderninho sobre elas e escrevi a letra, que dizia "Morro, a cada dia..." juntamos equipamentos e fomos pra uma sala do lado das canchas de bocha do Sete, tudo para uma única apresentação em Arroio do Meio, que estava organizando o festival. Uma banda abriu o show, tocavam tipo Rush, esmerilharam! Depois fomos nós, maincot. Quando terminamos, uma guria na primeira fila disse: Graças a Deus! Em silêncio, eu pensei a mesma coisa. O encerramento foi de um grupo de teatro que dublava Accept com guitarras de papelão, mas a presença de palco deles era dez! Eles deram um show, papelão fomos nós que fizemos!
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domingo, 18 de setembro de 2011
NCC-1701
Muito piazote era eu, quando a tv olhando, um objeto eu vi, lindo. Uma tesoura, cola e folhas do meu caderno peguei, fiz dois círculos que transformei em cones baixos utilizando as técnicas de geometria avançadas aprendidas nas revistas Recreio, mais três cilindros e hastes, grabei um lápis e escrevi na proa:
NCC-1701 UNIDET STATES OF AMERICA. Achei que tinha algo errado, fui na Barsa: Era UNITED States of America. Já tava feito, ficou assim, mas daí não mostrei pra ninguém. Ela teve um heroico fim quando caiu em chamas em batalha contra a nave (feita com um registro de gás) dos Klingons, um pessoal com uma acne terrível na testa.
NCC-1701 UNIDET STATES OF AMERICA. Achei que tinha algo errado, fui na Barsa: Era UNITED States of America. Já tava feito, ficou assim, mas daí não mostrei pra ninguém. Ela teve um heroico fim quando caiu em chamas em batalha contra a nave (feita com um registro de gás) dos Klingons, um pessoal com uma acne terrível na testa.
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Viet-Nâncio
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
VOU TE POUPAR A VIAGEM
Maveis fumu a Canela, fiquemo pertoda barrage, foi aquela vez que teve o GP da Alemanha que a Benneton do hollander Jos Verstappen pegou fogo, dolado duma barrage, que retia um rio inteiro. Tinha uma ponte bem assim.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
DO HD
Tenho dez anos. Minha irmã manda gravar Forever and Ever, do Demis Roussos, vou buscar a fita no Harry Wildner, mandava-se gravar uma música somente, e quando o dinheiro dava, um lado inteiro. Naquele dia morreu o marido da irmã da minha mãe, o Tim, Heron Borges de Almeida, num acidente com o ônibus que ele dirigia. Deixou a viúva e dois filhos pequenos, que ajudei (+ou-) a criar. No fim do dia, depois do enterro, lembrei da fita, coloquei no gravador e torci o pescoço da chave até o Play. As pilhas já estavam pra lá de judiadas, assim o som ficou lento e variante, e os vocais soaram fantasmagóricos, aumentando a melancolia do momento. Eu queria alegrar todo mundo, animar o pessoal. Não foi a melhor das tentativas. Minha mãe pegou o aparelho das minhas mãos e colocou em cima do guarda-roupa, dizendo: "Não, hoje não".
Um outro dia, encontro uma grande lata nas coisas da minha avó Nenê, que mora com a gente. Dentro, um quepe de oficial do ex ército, provavelmente de meu avô, já falecido. Não tive dúvidas, fui mostrar pra turma. Idiota. Chego no campinho, o maiorzão arranca o quepe verde-oliva da minha cabeça e começa a fazer gracinhas para os outros. Tento pegar de volta, só piora tudo. Fazem uma roda de bobo com eu no meio, e não devolvem. Pessoal era filho da puta mesmo. O grandão covarde pega sua bici e corre pra casa com o quepe. Os outros ficam zombando, ainda por cima. Não tenho dúvidas. Vou até a casa do cara e boto a boca no mundo: UAAAAAAAAAAAAAAA eu quero meu QUEEEEEPEEEEEE!!!!! Berro tanto que de repente sai o avô dele numa janela, dizendo: O que esse piá de merda quer? Dá pra ele essa merda de quepe! O big shot, que se pelava de medo da mãe, disse que não estava com ele, que nunca viu quepe, nem sabe o que é isso. A mãe dele pisca o olho pra mim, acostumada com o bicho que tinha em casa, me diz pra voltar pra casa que depois ele vai entregar. Batata, meia hora depois, apareceu o boneco, me devolveu o quepe, não sem antes arrancar um botão da divisa e me prometer uma surra. Coloquei o maldito quepe no lugar, a surra não era nada, eu não podia era pensar na minha avó abrindo aquela caixa de metal e não achando a lembrança do vô Vicente.
Um outro dia, encontro uma grande lata nas coisas da minha avó Nenê, que mora com a gente. Dentro, um quepe de oficial do ex ército, provavelmente de meu avô, já falecido. Não tive dúvidas, fui mostrar pra turma. Idiota. Chego no campinho, o maiorzão arranca o quepe verde-oliva da minha cabeça e começa a fazer gracinhas para os outros. Tento pegar de volta, só piora tudo. Fazem uma roda de bobo com eu no meio, e não devolvem. Pessoal era filho da puta mesmo. O grandão covarde pega sua bici e corre pra casa com o quepe. Os outros ficam zombando, ainda por cima. Não tenho dúvidas. Vou até a casa do cara e boto a boca no mundo: UAAAAAAAAAAAAAAA eu quero meu QUEEEEEPEEEEEE!!!!! Berro tanto que de repente sai o avô dele numa janela, dizendo: O que esse piá de merda quer? Dá pra ele essa merda de quepe! O big shot, que se pelava de medo da mãe, disse que não estava com ele, que nunca viu quepe, nem sabe o que é isso. A mãe dele pisca o olho pra mim, acostumada com o bicho que tinha em casa, me diz pra voltar pra casa que depois ele vai entregar. Batata, meia hora depois, apareceu o boneco, me devolveu o quepe, não sem antes arrancar um botão da divisa e me prometer uma surra. Coloquei o maldito quepe no lugar, a surra não era nada, eu não podia era pensar na minha avó abrindo aquela caixa de metal e não achando a lembrança do vô Vicente.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
TÃO PERTO E TÃO LONGE
Quando eu era piauí, alguém teve a grata ideia de fazer uma medley - ou remix - com clássicos. Eu pude curtir aquelas frases violentas orquestradas enquanto me entupia de cerveja e tentava arranjar alguma garota a fim de um guri drunkeado e chato... hehehe
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
MACHA...MASSA...SU...CHU..
Um dia congelado no tempo:
- Vocês sabiam que tem um lugar chamado Massa... Macha...
- O que ele tá falando? Não entendi nada!
- Pera aí que eu consigo: Macha- Suss-sets!
- Vamo brincar! Ninguém me pega!
E saiu a gurizada pelo gramado, sombra do sol da tarde.
- Vocês sabiam que tem um lugar chamado Massa... Macha...
- O que ele tá falando? Não entendi nada!
- Pera aí que eu consigo: Macha- Suss-sets!
- Vamo brincar! Ninguém me pega!
E saiu a gurizada pelo gramado, sombra do sol da tarde.
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domingo, 8 de maio de 2011
MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃAAAAAAAAAAAAAHHHHH!!!!!!!!!!!!!!
Eu tinha uns sete anos, um dia cheguei em casa e a mãe não tava. A casa sem ela ficou vazia, era outra casa, eu nem queria entrar ali, naquele lugar estranho que não tinha significado algum. Saí correndo, subi no muro da frente da casa e berrei mais alto que a serra do seu Konzen, que cortava lenha no outro lado da rua:
MMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaté acabar o fôlego ou a voz, não sei o que veio primeiro. As janelas se encheram de vizinhas com cara de brabas. Puxei ar e soltei outro, outro, um atras do outro, não sei quantos, de repente vejo o fuquinha amarelo na esquina, quebrando à esquerda na venda do Seu Naue e tudo voltou a fazer sentido. Ela havia ido no tal supermercado, uma novidade daqueles dias, e eu, que estava perdido pela vizinhança não pude ir junto. Algumas vezes apanhei por não ir no mercado. Hoje é a razão do meu viver. Hahahahahahahah!!!!!
Feliz dia das Mães Dona Leny, a mãe mais fashion, rápida no raciocínio, inteligente e despachada que já vi. E também para ti, que lê estas baboseiras aqui, todos somos um pouco mãe, quem se preocupa com alguém é mãe, não tenta negar que é pior.
O óculos Gatinha é uma marca registrada da minha mãe. Desde jovem ela olhou o mundo por dentro de um cristal.
...
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MMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaté acabar o fôlego ou a voz, não sei o que veio primeiro. As janelas se encheram de vizinhas com cara de brabas. Puxei ar e soltei outro, outro, um atras do outro, não sei quantos, de repente vejo o fuquinha amarelo na esquina, quebrando à esquerda na venda do Seu Naue e tudo voltou a fazer sentido. Ela havia ido no tal supermercado, uma novidade daqueles dias, e eu, que estava perdido pela vizinhança não pude ir junto. Algumas vezes apanhei por não ir no mercado. Hoje é a razão do meu viver. Hahahahahahahah!!!!!
Feliz dia das Mães Dona Leny, a mãe mais fashion, rápida no raciocínio, inteligente e despachada que já vi. E também para ti, que lê estas baboseiras aqui, todos somos um pouco mãe, quem se preocupa com alguém é mãe, não tenta negar que é pior.
O óculos Gatinha é uma marca registrada da minha mãe. Desde jovem ela olhou o mundo por dentro de um cristal.
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Mãe,
Viet-Nâncio
COUCHILÉE
Quando eu era moleque quando alguém roubava algo, uma bolica ou uma figurinha, diziam que era cochilado. Na real, quem cochilava era o dono. Guris com grana que apareciam de vez em quando, os menorzinhos, no tamanho e na bolica (meu time) tinham suas águidas cochiladas, se não cuidassem bem delas. Aqui vai uma serie de causas que achei no site geekologie.com. Mentira, foi no Foundshit.
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Couchilée,
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
PROTOTYPES
Esses sapos faziam a minha cabeça de moleque. Na frente da minha casa morava um piloto de motos, o Mazinho, bem mais velho (e mais guitarrista tb) que eu, mas o ambiente estava se formando. Não digo que seria piloto, mas se desenhava um cenário de corridas na nossa cidade, mas, sempre tem o mas, numa tarde de domingo, o Elmar Marques foi ver o que havia no motor da sua lambretta e bateu com a cabeça num poste. O capacete era pouco mais que um capuz, ficou estendido no chão, a borracha apagou.
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Viet-Nâncio
quinta-feira, 5 de maio de 2011
PINDUCA CORPORATION
Quandíssimamente eu era molequeiro, havia um personagem nos jornais chamado Pinduca. Ele era silencioso, suas histórias não tinham palavras, seu silêncio dizia muito mais que o blablabla geral, um mundo perfeito. Corta para hoje:
Acabou de passar um comercial na tv, o Pinduca hoje é big-biz.
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Viet-Nâncio
terça-feira, 26 de abril de 2011
COUCHILÉE DO SANDOVALVOLINE
Roubadildo lá do Banjomas, blog espertalhucho do brodito Sandinhoman.
Eu estava na praia e não tinha violão. No apartamento tinha ficado um latão vazio, sobra da reforma, e um cabo de enxada, peguei uma corda grossa de pesca e saiu o baixo mais tosco que já viu o sol. Durante aqueles dias divertidos, rolaram paródias do tema da Pantera Cor de Rosa, Come Together, e especialmente, "És ou não és meu amor pequena" do Tom&Jerry. as paredes suspiraram quando fomeos embora.
Eu estava na praia e não tinha violão. No apartamento tinha ficado um latão vazio, sobra da reforma, e um cabo de enxada, peguei uma corda grossa de pesca e saiu o baixo mais tosco que já viu o sol. Durante aqueles dias divertidos, rolaram paródias do tema da Pantera Cor de Rosa, Come Together, e especialmente, "És ou não és meu amor pequena" do Tom&Jerry. as paredes suspiraram quando fomeos embora.
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