segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

IH IH IH

Y AHORA UN POCO DE MÚHICA


Para romper mi corazón
solamiente una metrajadora
con mil bajas puntaocas
Para romper mi corazón

Para romper mi cozarón
solamiente mil rebólberes
atirando a lo mismo tiempo
Para romper mi cozarón

Para romper mi zoracón
solamiente una espada
por la mano de la Virhen
Para romper mi zoracón

Para romper mi nozaróc
ya me basta una palabra
o un ato y nada más.
Y se rompió el no-za-róc!

Refrón:

Ra-tcha-tcha-tcha
en bijones de cacaritos
Estoy acá e voy convicto
Nocazór es hecho para romper!

Ayayayayayayyyy...
no hay superbuênder sufihiente
Que pudrida esta hente
Un dia rompidos serán.

IXI


domingo, 5 de dezembro de 2010

 Eu tinha uma coisa tri importante pra escrever aqui mas sabe que eu eu eu eu eu nem gago sou sou sou sou

AYO

Este é um rabiscunhejo que fasco quante atendente ao parlofone. Tenho baciagens disso tudo, vou mostrar um porco ao mungo.

IGREJAS DO SAGRADO MONOLITO 2

Temppeliaukio Church, no centro de Helsinki, 1969. É a mais recente igreja construída pelo homem.

IGREJAS DO SAGRADO MONOLITO

Esta não é uma igreja qualquer, fica na Etiópia e foi escavada em um único bloco de rocha.

SIMPLICIDADE DE TUDO


A robot learning to flip pancakes from Sylvain Calinon on Vimeo.


Eu comecei achando a maior graça deste video. Depois de soltar umas gaitadas, pensei em como é difícil para uns fazer coisas que para outros é tão natural.

COISILHAS
























sábado, 4 de dezembro de 2010

KINECT

Kinect é, como todos sabem, o novo sistema de reconhecimento do jogador do Xbox 360. Com ele, não precisa joystick, o corpo faz o serviço, reconhece rosto, mãos, e plá. Esse projeto já estava há mais de ano nas conversas, e tinha o codinome Natal. O troço é o bicho nas galinhas pra sedentários, videogame que faz o cara ter que mexer o cadáver. O Wii e o PS3 já são usados por academias e fisioterapeutas. Não entendo lhufas de games, só corro no meu simulador de F1 de quando em vez, mas este Kinect é o game definitivo.
As pessoas já estão criando hacks para o Kinect, abaixo algumas coisas que surgiram após o lançamento da tchusca.


Dueling Kinects from flight404 on Vimeo.



Kinect Titty Tracker from Dan Wilcox on Vimeo.



Body Dysmorphic Disorder from flight404 on Vimeo.

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Fat Cat from flight404 on Vimeo.


HISTÓRIAS DESINTERESSANTES

Estou no Shopping. Ao longe, duas meninas vêm na minha direção, uma delas só fala, tem necessidade de empestear o universo com seu imenso vácuo interior, a outra só ouve, pobre infeliz, escuto:
- Aí cheguei pra ela, parei bem na frente, e disse bem assim, olha, tu quer saber mesmo o que eu achei? Quer? Pois então, eu achei o Ó!
O ó. Quanto barulho pra uma letra só. A mais rechonchudita das vogais, com a aba do boné levantada.
Haha. Eu te avisei que a história era desinteressante.

TEQUINHO

Hoje é aniversário do Teti. O Aérton (anagrama de Renato) Miguel Hermes de Almeida é um guri pequeno, duas prateleiras além de mim e no meio de um monte de caras mais velhos e muito, mas muito mais violentos. A Coronel Agra era uma rua pacífica, mas seus moradores não.
Explico: na minha infância, o BULLYING (em espanhol, BULISMO, muito melhor) era muito mais forte, mas bota mais nisso, do que hoje, amanhã e nunca mais. A cada discussão que eu tinha com alguém, eu apanhava, então era todo dia. Meu irmão Dé, com quatro anos, e nosso primo Tonho (irmão do Teti), cinco anos a menos de praia, também se metiam em encrencas, e eu era o maior da nossa turma, tinha que proteger os guris. Aí veio o Teti, sempre sorrindo, cabeça de martelo, arranjava bronca com os caras que até eu evitava. Mas tranquilo, eu desenvolvi a estratégia do urso. Uns podem dizer que é esperteza, mas não se nasce inteligente. Toda a inteligência vem da dor. Eu ficava na frente dos caras, encarando, e os valentões não sabiam o que fazer. Davam empurrões, às vezes davam uns tostões, que é bater com o joelho no lado da coxa, e sempre muita ofensa, pra ver se o cara saía do sério, vinha pra cima e aí eles tinham motivo pra bater sem piedade.  Era tipo um código de ética, se algum adulto aparecia, os valentões levantavam os ombros e mostravam as palmas das mãos: "Mas foi ele que começou"! Os violentos também prestam contas a alguém.
Mas a minha estreia em ser o Nanny quase foi a maior cagada de todos os tempos. Estávamos em Santo Amaro, um balneário de Rio que tinha uma ilha, a gente ficava em casas na beira da água e passava o dia na ilha. Normalmente se ia de barco, alguns corajosos iam a nado. Bão, na ilha, tinha uma parte onde o pessoal tomava banho, e ali estava eu, o Dé, o Tonho, e o Tim, que vem a ser o tio Heron Borges de Almeida, falecido precocemente num acidente de ônibus, ele era o motorista, pai do Tonho e Teti. De repente surge no leito do rio, uma coisa brilhante ao sol do meio-dia. Eu pergunto pro Tim: Tu viu aquilo? O que será que é? O Tim saiu nadando na direção do objeto, a uns vinte metros. Chegou lá, era um prato grande de papel, desses que se coloca bolo de aniversário em cima. Então ele se virou e desatou a nadar de volta, desesperado. Eu me estiquei pra ver se enxergava o que ele estava enfrentando, talvez a corrente da água estivesse puxando ele, mas não. Ele veio a toda velocidade, quando chegou perto, onde já dava pra caminhar, o Tim veio saltando, parecia o lagarto Jesus Cristo, chegou do meu lado e enfiou a mão na água. Puxou dali o Tonho, que estava do meu lado e tinha pisado num "panelão", como se chamam as mossas, baixadas, no fundo do rio. E eu necas, não tinha visto nada. Foi tudo em silêncio, o quase afogamento e o resgate. O Antônio Augusto surgiu com os cabelos loiros enrolados nos dedos do pai, os olhos grelados combinando com a pele azul clara e a boca roxa, encolhido numa trouxinha, com uma película de água em volta disso tudo, parecia que estava nascendo outra vez - e tava - subitamente, respirou de novo. E tudo passou da tragédia à glória em dois segundos e mais um bocadinho.
Lembro também de ouvir os dois casais, meus pais, a tia e o tio, conversando, depois disso, a respeito da minha capacidade de cuidar dos pequenos. "É cedo ainda" disse alguém, e ficou assim, eu tinha oito anos, poxa. Era cedo mesmo. Muitas roubadas ainda por vir haha.
Eniuêi, me perdi nos traços das traças, Feliz aniversário, Tequinho (era como o Vô Vicente te chamava, lembra?)

A única foto que achei do Teti é de 85, ele foi piloto de bicicross, campeão brasileiro, foi pra França disputar o Mundial. É o terceiro da esquerda pra direita, erquendo o troféu, ao lado do cara de boné xadrez.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LOUCO & MALUCO

Quando era moleque passei umas férias no Rio de Janeiro. Lá, eu disse prum cara: Tu tá louco? O cara ficou enfurecido. Louco é uma pessoa doente, maníaca. O pessoal do pano quente explicou que eu era do sul e queria dizer: Tu tá maluco?
Maluco tudo bem, é uma coisa menor, passageira. Aí os caras se acalmaram e nos entendemos nas regras.
Era na Pavuna, Baixada Fluminense, distrito de São João de Meriti. As pessoas vivem como índios, todos cuidam de todos, todo mundo se conhece, Eles falam completamente diferente de nós, do sul. Existe mais tranquilidade no tom, as palavras são mais gentis.
As casas de alvenaria, com reboco, tudo muito bom há quase 30 anos, melhor que alguns bairros aqui da minha cidade.
As crianças conheciam todo mundo, do fabricante de pipas com logo nas suas pandorgas, até o traficante, sabiam quem fazia o quê e tudo o mais. piazada de 9 a 14 anos, por aí.

PUTA QUIZ PARIU

Você, que é espertildo e malandruxo, então estica a sacabuxa e canta a pedra: ESTES SÃO INSTRUMENTOS DE QUE BANDA?

1. THE CARPENTERS
2. RON WOOD
3. SCREAMING TREES
4. MAHOGANY RUSH
5. THE TERMITES

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

FILMEDO


Isso aqui tá aprecendo o Yutubis

ENFELIZE-SE

21 ANOS DE PRAIA

Hoje fazem 21 anos que eu e a Naira estamos casados! O que é bom passa rápido, mas pra quem tem espírito, fica. Te amo, minha Bicuda!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SOM, SOM MESMO

Pra mim, não existe mais SOM, SOM MESMO, aquela música que te faz subir pelas paredes. Digo, coisa nova, já que na jazida do passado tá cheio de ouro.
Fiquem com um som meia boca do Lodger.

COMO VIRAR UMA ESFERA DO AVESSO?

MOON GP - BROUGHT TO YOU BY TUTACOM

Que tal um GP na Lua?
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SERGEANT HETTFIELDS MOTORBREATH PUB BAND

Me rio tojo ao auscultar esses crossovers-paródias. O clipe não tem feição, serve mais é pra ouvir (não, é pra escovar os dentes!).

O ET, DE MOTO, DANDO UM TEMPO NA IMIGRA.

Olhen o que eu achei na garagem do meu prédio.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CAIXA DE HISTÓRIAS DE CAIXAS

Novamente, estou no caixa do supermercado. A única coisa que desejo fazer até o dia de minha morte é ir no supermercado. Áté depois, se houver afterlife.
Bom, no caixa, sou o último cliente, o supa já está fechando, eu digo pra menina:
- Vamos lá, só essas compras e aí podemos ir embora.
E ela me responde:
- Eu vou aonde tu quiser.
E olha pra mim. Eu tento dizer alguma coisa, não sai nada. Onde está o eu engraçadinho quando eu preciso de mim?
A seguir, ela se vira para ver o valor das compras no monitor, eu vejo que ela estã falando no celular com fone de ouvido:
- Não, nada, um tio aqui achou que era com ele.

Tuta - história 100% inventada.

G.I. JOE

Olhei enquanto corria, o filme GI Joe. É recente, baseado naqueles bonecos que aqui no Brasil se chamaram "Comandos em Ação". Está cheio de atores famosos (nem tanto) fazendo pontas, mas o que mais me chamou a atenção:
A cada armamento que aparece, vem também um entendido que dá todos os detalhes das capacidades do brinquedo, ou se a tela mostra uma planta de um prédio, outro entendido começa a listar as características. No fim, o roteiro é uma grande lista de listas:
- Esse é um helicóptero de assalto H12, tem dois canhões ponto oitenta na frente, leva até 6 combatentes com equipamento, voa abaixo do radar, suas quatro turbinas vão a 600 km por hora, no modo silencioso de vôo, tem scrambler para telecomunicações e sistema anti-míssil com flares de alta intensidade e névoa metálica de flandres.
Estas são as instalações do inimigo, numa ilha no Pacífico Norte, há um ponto cego da vigilância aqui, o combustível das lanchas e motos de motocross fica nesse pavilhão ao norte, ao lado dos computadores (sempre).
A maioria dos livros são assim também, um narrador desata os nós, abre as caixas e acende a luz do corredor, apontando onde fica o banheiro. Ler não é um exercício muito pesado, vamos combinar.

TRUQUE FEITO COM ESPELHOS

NOVEMBROTHER

Está a se esvair a vida das veias deste novembro. Que repouse em paz, não vire zumbi e volte pra nos incomodar lá em abril do ano que vem.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

FIGURA, FIGURÃO, FIGURINHA

Encontro um cara na rua e o cara mal me cumprimenta. Eu compro dele sempre, poxa, minha agência tem doze pra treze anos, há mais de década, não é grande coisa, é budget de cliente pequeno mas constante, soma tudo e... o camionetão importado dele fui eu que paguei! E ele me pergunta como eu estou? Se a mãe tá melhor? Se a frente fria traz chuva ou não? Nada.

Esse pessoal poderia ser muito, mas muito mais rico se tivessem UMA, apenas UMA pessoa atenta ao lado deles. Alguém que desse uns toques.

Mark Twain, o famoso escritor estadounidense combinava com a mulher uma série de códigos. Eles davam muitas recepções em casa, pois o seu Samuel Langhorn Clemens (nome real de MT) era muito conhecido, e então, se num sarau ele começasse a se gabar demais, a mulher pegava um lenço com a mão direita, algo assim. Se ele emendasse uma cascata na outra, ou mesmo falar demais por si só, ela dizia uma palavra-código dentro de uma frase e ele se controlava.

Só pra lembrar:
Muito, muito mais ricos. Com muito, muito menos mancadas.
Invista em um Grilo Falante, Pinóquio.

Na imagem, Nova York quando Mark Twain lá esteve pela primeira vez, em 1853.

CALAMÉLO

LEIAM ANTES QUE VIRE PÓ

Keith (kif) Richards lançou sua autobiografia. Vida, Ed. Globo está sendo lançado no Brasil, 600 páginas, veijem o que o Zeca camargo diz por sobre:


Você, talvez como eu, também duvidava que Keith Richards seria capaz de lembrar de momentos marcantes para contar numa biografia? Pois não se preocupe: com a ajuda do jornalista James Fox, “Vida” é um dos mais deliciosos livros que li este ano – e parte desse encanto tem a ver com o fato de você ter que se convencer o tempo todo que aquelas histórias, nunca menos que fantásticas, não são ficção…
A começar pelo primeiro capítulo, que traz, de cara, um episódio em que Keith, seu colega de Stones Ronnie Wood, e mais um amigo são presos por envolvimento com drogas, em 1975, enquanto cruzava o estado norte-americano de Arkansas. “Envolvimento”, aliás, é pouco: os caras tinham drogas jorrando pelos poros – sem falar do que estava escondido no carro. A polícia, no entanto, sabia que tinha umas figuras meio “famosas” nas mãos, e sem decidir se era mais importante colocar todo mundo na cadeia para “dar o exemplo” (na época, acredite, eles não eram muito bem-vindos nos Estados Unidos) ou evitar a enorme repercussão que o caso inevitavelmente traria. Não vou contar o desfecho porque tenho certeza que você vai se divertir tanto com a história quanto eu. Mas quero só ressaltar que a escolha desse episódio para abrir o livro não poderia ser mais feliz, pois ele dá o tom das centenas de páginas que vem em seguida: honesto, íntimo, pessoal, bem-humorado e até leve. Especialmente quando se leva em conta que, aos ingredientes básicos de qualquer boa história de roqueiro – sexo, drogas e rock n’roll – Keith acrescenta mais uma sem qualquer cerimônia: armas!
Tudo de mais bizarro que você pode imaginar que acontece nos bastidores de uma banda como os Rolling Stones, bem, acontece. E depois vem as coisas que você nem imagina! Pelas páginas “Vida”, você encontra casos escabrosos o suficiente para, se não chocar, pelo menos enrubescer  mesmo o mais devasso dos “roadies”. Mas isso, acredite, não é nem o melhor do livro…
O que mais divertiu esse fã tardio dos Stones – confissão: só comecei a me apaixonar pela banda no final dos anos 70 – foi o olhar de Keith sobre as pessoas a sua volta. Mick Jagger, nesse sentido, é, claro, a atração principal (já falo mais disso). Mas preciosas observações brotam também da dinâmica da banda – em suas diferentes formações –, e sobretudo sobre sua família. Mamãe e papai, Doris e Bert, são constantemente citados. Ela, pela curiosa inspiração musical (Richards tocou “Malagueña” para Doris no seu leito de morte); e ele pela relação interrompida e retomada, contada com tanto carinho, que a gente quase acredita na versão que ele dá para a notícia de que ele teria cheirado as cinzas de Bert (que, ele garante, não estava misturada com cocaína). Quase.
Keith também é generoso com a família que veio depois. Se você acha que tem uma relação conjugal tumultuada, recomendo em especial a leitura dos conflitos do Stone com sua primeira mulher, Anita – você nunca mais vai reclamar de nada! Pasme: segundo Richards, ela conseguia consumir drogas em quantidades cavalares (e olha que para ele dizer isso…). Por toda a loucura que era o casamento, eles até que ficaram juntos um bom tempo – e superaram até mesmo a morte do segundo filho, com pouco mais de dois meses de vida. Tara teria mais de trinta anos hoje, e Keith admite que ele não sai de sua cabeça. Para ambos, Keith tem palavras de carinho – à sua maneira. Sobre Tara:
“Nunca cheguei realmente a conhecer o filho da puta. Talvez tenha trocado a fralda dele umas duas vezes (…) Mas deixar um recém-nascido é algo que não posso me perdoar”.
Sobre Anita:
“Hoje em dia Anita e eu podemos sentar no Natal com nossos netos e trocar um sorriso perplexo: ‘Oi, sua vaca velha e idiota, como estão as coisas?’. Anita agora está bem. Ela se tornou um espírito benigno. É uma avó maravilhosa. Conseguiu sobreviver. Mas, querida, as coisas poderiam ter sido bem melhores”.
Keith separou-se dela depois de um inacreditável incidente que envolvia Anita, seu filho Marlon (ainda adolescente), um namorado de Anita de 17 anos, uma roleta russa e alguns miolos no chão da mansão onde eles moravam. O episódio é tão sinistro, que você entenderia se Keith não quisesse nunca mais casar com alguém. No entanto, as mulheres não paravam de passar por sua vida. Como ele conta a certa altura do livro, a iniciativa era sempre delas: “Eu nunca dei uma cantada numa garota na minha vida. Simplesmente não sei como fazer”. Seu sucesso com as mulheres sempre o deixava surpreso. A melhor evidência disso, foi o texto que ele mesmo escreveu num diário, quando conheceu sua atual mulher, Patti Hansen:
“Parece incrível, mas eu encontrei uma mulher. É um milagre! Transas eu consigo num estalar de dedos, mas eu encontrei uma mulher! Inacreditavelmente, ela é (fisicamente) o espécime mais lindo do PLANETA! Mas não é só isso! É claro que a beleza ajuda, mas é a cabeça dela, sua alegria de viver e (miraculosamente) ela acha que esse junkie acabado é o cara que ela ama”.
Incrível mesmo, mas foi Patti que “deu jeito” no tal “junkie acabado”… Na entrevista com ele, esse foi nosso primeiro assunto – inevitavelmente, talvez. Keith parece estar mudado, “limpo”, e quer convencer você de que não quer mais emplacar a imagem do cara decadente que, aliás, ele mesmo ajudou a formar. Veja este outro trecho de “Vida”:
“A imagem é como uma longa sombra. Mesmo quando o sol se põe, ela continua ali. Acho que uma parte disso vem de haver uma pressão para você ser aquela pessoa a qual e tornou, talvez até o ponto em que você não possa suportar. É impossível não acabar por ser uma paródia do que você pensou que era”.
Keith Richards, arrependido? Dificilmente. Mesmo sobre esse passado de drogas pesadas – as mais “punks” ele garante que abandonou há anos – ele não tem problemas em assumir seu “currículo junkie”… Nesse sentido, sua carreira (com duplo sentido, por favor!) começou logo depois de os Stones estourarem: “E claro, no início de 1965, começo a ficar chapado – um hábito de vida inteira”… Mais adiante, já nos anos 70, quando as drogas faziam parte da rotina, ele assume: “Se eu contasse o número de vezes em que me virei e vomitei atrás dos amplificadores ninguém acreditaria” (em seguida, conta que Mick e Ronnie também eram bons nisso). Até que um dia ele chega à conclusão óbvia: “A maioria dos junkies se torna idiota. Foi isso que eventualmente me fez mudar de vida”. E acrescenta: “Ninguém se torna um herói só porque usa drogas. Herói é quem consegue se livrar delas”.
Só existe um assunto no livro sobre o qual Keith fala com mais entusiasmo do que as drogas – a música. “São bebês”, escreve ele, justificando que algumas de suas composições já tem 35 anos e “eu ainda não as terminei”… Confessa ainda que “Satisfaction” é uma música “danada” de tocar no palco: “Por anos e anos nunca a tocávamos”. E admite que “Exile in main st.” talvez tenha sido a melhor coisa que os Stones já fizeram. Além de desfilar uma verdadeira árvore genealógica de músicos do século 20 – e alguns do 21! -, Keith ainda esbanja referências musicais em todos os capítulos (não se esquece nem do mega show na praia de Copacabana, em fevereiro de 2006 – um dos maiores da história do rock). “Tudo que sei, aprendi com os discos”, assume.
Os discos só não ensinaram Keith a ter uma boa relação com Mick Jagger… Aliás, foi por causa dos discos, ou ainda, da música, que a relação maravilhosa que eles tinham começou a degringolar. Quer uma prova só, entre tantas que ele dá no livro? “A grande traição de Mick – que eu acho difícil perdoar, uma atitude que pareceu quase deliberadamente planejada para acabar com os Rolling Stones – foi quando ele anunciou em março de 1987 que estaria saindo numa turnê do seu segundo álbum, ‘Primitive cool” (no lugar de fazer uma excursão com a banda). “Era um tapa forte demais na nossa cara”…
Foi isso então: Mick quis se dedicar mais à sua carreira solo – e ainda começou a implicar quando, mais sóbrio, Keith começou a dar palpites no destino da banda. “A frase que Mick costumava usar naquela época e que continua ressoando nos meus ouvidos até hoje é: “Cala a boca, Keith”. Aí a coisa realmente desandou. “Deve fazer uns vinte anos que eu não vou ao camarim dele”, confessa. Entre outras coisas (a referência ao tamanho do órgão sexual de Mick é muito sutil), Keith chama Mick de desconfiado, traidor, artificial, e ainda o acusa de ter perdido seu ritmo natural: “É quase como se Mick estivesse aspirando a ser Mick Jagger, correndo atrás do próprio fantasma”.  Mas ele não odeia o companheiro… Sério! Aqui vai sua explicação:
“Talvez Mick e eu não sejamos amigos – nosso relacionamento está muito desgastado para isso -, mas somos os irmãos mais chegados, e esse é um vínculo que não pode ser cortado. Como você pode descrever uma relação tão antiga? Melhores amigos são melhores amigos. Mas irmãos brigam”.

JO-ANN-KELLY

Foi assim, eu estava passando na calçada e ouvi aquela voz:
- Vocês não podem me negar uma mesa neste restaurante de merda! Eu sou Jo-Ann-Kelly, a maior voz inglesa do blues! Seus merdas!

E era mesmo. A voz da mulher, parecia ter mil anos a mais do que a sua dona, que estava no fim da vida, ainda com o fogo do pântano explodindo em seu pescoço fino.

- Desculpe, não pude evitar de ouvir, a senhora é Jo-Ann Kelly? A que gravou "Come to my kitchen?" sabe que eu tinha medo de ouvir seus discos, pois eu via umas imagens muito estranhas ao escutar as músicas? Do mesmo modo que ao ouvir o Bob Marley eu vejo a figura de um leão, ao colocar o Miles Davis eu vejo um cão vagando sem dono, com suas músicas eu vejo um homem negro e velho, que abre uma porta numa parede onde não havia nada.

- Olha, como é seu nome?

- Renato.

- Olha, Renato, muitos me falam que enxergam esse homem, em diferentes situações. Não é meu parente, pois eu sou branca e toda a minha família é assim. Quem sabe não é Deus, convidando para jantar em sua cozinha? Sim, porque nós somos os seus servos, não é mesmo?

- Pode ser. Escuta, o que houve no restaurante ali?

- Disseram que não havia reserva com meu nome, eu tenho certeza que fiz. Pedi para a telefonista do Hotel Imperial fazer a ligação para essa baiúca aqui!

- Mas o Hotel Imperial foi demolido há mais de vinte anos! A... cadê ela?

No que olhei para o lado e me virei de volta, a velha senhora tinha desaparecido. Corri até a esquina, não havia ninguém, todas as lojas estavam fechadas, mas eu juro que ouvi o som de uma porta se abrindo. E, a seguir, sendo fechada.

GATOS ANTIGRAVITACIONAIS





EU ESSE-DOIS O MEU IDIOMA

Pointão:
Uma vez eu vi uma guria numa locadora de vídeo, convidei ela pra jantar e tal.
Peguei ela de motibas em casa, levei pra minha cafófa.
Fiz um jantarzinho, depois fomos escutar música na sala.
Lá pelas tantas, cheguei no pescoço e subi, ela tascou:
- Na ORÊIA não!
Indabem que meu filtro cultural se desconecta quando a piça tá ligada. Ou costuma fazer isso.
Daqui a pouco ela me sai com outra:
- Ainda bem que tu cozinhou, porque eu tenho TÉDIO de cozinha! TÉDIO total! Acho que no mundo não existe alguém com mais TÉDIO de cozinha do que eu!
Aí foi demais. Botei a guria na garupa da ML e fui sem dizer nada até a casa dela, longe pacas, larguei na porta e nunca mais vi.
Há uma semana, num jantar de clientes, ela e o marido sentaram na nossa mesa.

Saber escolher as palavras ( e o que elas significam) mostra a qualidade do jogador.
Quando alguém se aventura no mundo da linguagem, é bom ter um apoio na hora de escolher as palavras. Os neófitos poderão se embananar com palavras acima de duas sílabas.
Por exemplo, ESCATOLOGIA. Fui no meu Houaiss (se diz Uais) querigens e lá diz: Tratado SOBRE excrementos, do grego skatos, ta, ta.
Pois assim sendo, quando alguém quer dizer que o outro fala merda, no sentido figurado, NÃO É escatologia. Escatologia é quando a coisa versa sobre o tolete em si.
Senão, vejamos:
O cara dizer merdas do tipo:
"Raios cósmicos são uma das principais causas de câncer em pilotos de jatos comerciais" (além de ser o que criou o quarteto fantástico).
ou ainda:
" A celulose faz aparecer os veios brilhantes da madeira".
E indainda:
- "Guitarras podem ser feitas de todos os materiais: Granito, concreto, plástico, eixos cardã de Chevrolets '51, muletas, metralhadoras e skates"
NÃO se configura em escatologia.
Escatologia, novamente, é SOBRE o produti:
- Ele extrusou uma baciada de churros sabor olho de porco.
- Eu tava com caganeira e fiz aquilo que o Belzéba serve como Granola em sua lancheria natureba na orla do rio Styx.
Isso é escatologia. Aquilo que faz as mulheres repetir o seu mantra "kinôjo!" hahaha
Não sei (vou ver depois) se na escatola conta também secreções, mucos e gulesmas em geral.
Recomenda-se aos críticos que enriqueçam seu léxico antes de colocar o foguete na plataforma de lançamento.
Aliás, segundo meus afodismos, há um que diz:
"Para se fazer uma crítica decente, tem que ter base. Mas quanto mais base se tem, menos inseguro se fica e consequentemente menor necessidade de criticar."
É isso, obrigado por seu tempo, pois realmente, tem razão o profeta-sábio-visionário quando afirma:
O espécime primata encontra-se incapacitado de focalizar a extensão preênsil que deriva de sua própia coluna vertebral.
Amplexos, Genuflexões e Polichinelos a todos.
Tuta

COMEÇOU

Fiz dois quadros neste final de semana, eu tinha os suportes, fiz um cavalete e peguei umas tintas que tinha lá no galpão e comecei. Esta peça tem quase 1,5 x 1 metro.

STSANDERS, VOCÊ AINDA VAI GOSTAR


Olha o StSanders, um cara que cria música a partir do que mostra o clipe. Se gostarem, tem vários outros no canal Youtubiano do carildo, Van Halen, Steve Vai, etc.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GOURMANDERIE

LOLÔ

Lolô

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CHINELAGEM TURBO